TRATAMENTO

A informação a disponibilizar ao doente acerca da sua doença e ao método de tratamento é deveras importante, permitindo uma melhor compreensão mas, igualmente, uma melhor adesão, desenvolvimento e manutenção ao tratamento, podendo levá-lo a colaborar de forma positiva.

O diagnóstico de cancro origina no doente um estado de choque e stress. Posto tal, será importante que o doente ou familiar elaborem uma lista de questões para que possam ser esclarecidas junto do médico assistente.

Podendo o cancro ser tratado por diversos especialistas, é normal que seja encaminhado para um ou mais especialistas, nomeadamente: cirurgião, oncologista, pneumologista, ginecologista, radioterapeuta, medicina interna… podendo ter um médico especialista diferente em função do tratamento a efetuar. Esse tratamento inicia-se poucas semanas após o diagnóstico, havendo situações em que poderá ser necessário fazer tratamento imediato.

Assim o objetivo do tratamento é o de remover as células tumorais ou impedir a sua disseminação. Pode ser tratado com cirurgia, radiação e/ou medicamentos. A quimioterapia tem como objetivo matar as células tumorais. No caso dos tumores hormonalmente sensíveis, é possível utilizar hormonas para inibir o crescimento do tumor (Ex: cancro da mama). Com o desenvolvimento da biotecnologia foi possível desenvolver uma outra classe de medicamentos: os anticorpos. Com a quimioterapia pretende-se abrandar ou parar a proliferação das células tumorais em rápido crescimento. O crescimento acelerado das células tumorais requer uma replicação constante de DNA- o material genético das células. Neste processo, subunidades de DNA são combinadas numa sequência específica para formar uma cadeia longa. Os agentes quimioterapêuticos imitam estas subunidades e impedem a replicação da cadeia de DNA, impedindo a proliferação das células tumorais. Um novo agente quimioterapêuticos sob a forma de comprimido é atualmente utilizado para tratar do cancro da mama metastizado (possibilitando poupar os doentes ao desconforto da quimioterapia intravenosa), o que o destaca é o seu mecanismo de ação único dirigido especificamente para o tumor. Ao longo de uma série de fases, a substância é convertida por enzimas presentes no trato digestivo e no fígado. Do fígado, é transportada no sangue até ao seu alvo: o tumor. As enzimas necessárias para que a substância atue, existem em concentração elevada no tecido tumoral. A libertação do princípio ativo do fármaco dentro do tumor inibe o crescimento das células tumorais. Este medicamento de ação individualizada, adequa-se especificamente aos doentes que revelem níveis elevados destas enzimas. O tratamento com anticorpos é adequado a uma população específica de doentes de cancro da mama. A superfície das células tumorais é coberta por um recetor chamado HER2 que estimula o desenvolvimento do tumor. Novos testes de diagnóstico conseguem mostrar quais os doentes que têm níveis elevados de HER2 e que têm maior probabilidade de reagir a um tratamento com anticorpos. Os cancros com sobre expressão de HER2 são agressivos e considerados difíceis de tratar. A terapêutica com anticorpos bloqueia especificamente os recetores de HER2, inibindo assim o desenvolvimento do tumor e melhorando significativamente o prognóstico. O cancro coloretal tem sido tradicionalmente tratado com quimioterapia. Este agente atua nas células tumorais em rápida proliferação, bloqueando a replicação do DNA. Neste processo, o agente quimioterapêuticos imita uma subunidade de DNA e inibe a produção das cadeias de DNA. Desta forma, a replicação das células tumorais é interrompida. O cancro coloretal pode ser tratado com um novo agente quimioterapêutico que liberta o seu princípio ativo apenas em tecido tumoral. À exceção do transplante de medula óssea, o linfoma não-Hodgkin não tem possibilidade de cirurgia. Uma terapêutica farmacológica inteligente recentemente desenvolvida, consiste na ligação de um anticorpo a um ponto de ancoragem na superfície de linfócitos B malignos. A ligação do anticorpo a um linfócito B, avisa o sistema imunitário de que a célula é maligna. Vários componentes do sistema imunitário atacam e destroem as células identificadas, reduzindo o número anormalmente elevado de linfócitos B.

Os tratamentos podem atuar essencialmente numa área específica: terapêutica local, ou em todo o corpo: terapêutica sistémica.

A terapêutica local remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo. A cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais.

A terapêutica sistémica “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original. A quimioterapia, a terapêutica hormonal e a terapêutica biológica (imunoterapia) são tratamentos sistémicos.

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento e qual a melhor forma de os controlar.

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